Quando devo marcar uma consulta com advogado?
Sempre que uma decisão ou situação puder ter consequências jurídicas relevantes. Alguns sinais claros de que é hora de consultar um advogado:
- você recebeu uma citação, intimação ou notificação (judicial ou extrajudicial);
- vai assinar um contrato importante (compra de imóvel, sociedade, locação, prestação de serviços);
- sofreu uma cobrança indevida, negativação ou bloqueio de conta;
- enfrenta um conflito familiar (divórcio, guarda, pensão, inventário);
- foi chamado a depor em delegacia ou descobriu que é investigado;
- teve um direito negado por empresa, banco, plano de saúde ou órgão público;
- quer prevenir problemas antes de tomar uma decisão importante.
Em regra, a orientação preventiva custa muito menos do que remediar um problema já instalado. Quanto antes o advogado analisa a situação, mais alternativas costumam existir.
Como funciona a consulta com advogado na prática?
O formato pode variar de escritório para escritório, mas o roteiro é parecido:
- Agendamento — você entra em contato (por WhatsApp, telefone ou formulário), descreve brevemente o tema e combina data, formato (presencial ou online) e valor.
- Relato do caso — na consulta, você conta o que aconteceu, em ordem cronológica, e entrega os documentos que possui.
- Análise técnica — o advogado examina os fatos e os documentos à luz da legislação e da jurisprudência aplicáveis.
- Orientação — você recebe um diagnóstico: quais são os riscos, quais medidas são possíveis, quais os custos e prazos estimados de cada caminho.
- Próximos passos — se houver medida a tomar e você quiser seguir, aí sim se discute a contratação do advogado, com contrato de honorários e procuração.
Uma consulta costuma durar entre 30 minutos e 1 hora, dependendo da complexidade do caso.
Consulta com advogado é paga?
Sim, em regra a consulta com advogado é um serviço remunerado. A Lei nº 8.906/1994 (Estatuto da Advocacia) assegura ao advogado o direito aos honorários pelo trabalho técnico prestado — e a consulta é exatamente isso: análise profissional de um problema, com responsabilidade legal sobre a orientação dada. O próprio Código de Ética e Disciplina da OAB orienta que o advogado não avilte (desvalorize) seus honorários.
Quem não tem condições financeiras de pagar um advogado particular tem direito à assistência jurídica integral e gratuita prestada pela Defensoria Pública, garantia prevista no art. 5º, LXXIV, da Constituição Federal.
Quanto custa uma consulta com advogado?
O valor varia conforme a complexidade do tema, a experiência do profissional, a urgência e o formato do atendimento. A Tabela de Honorários da OAB/SP serve como referência mínima para os serviços advocatícios no estado de São Paulo, mas cada escritório define seus valores dentro desses parâmetros.
Duas orientações práticas:
- confirme o valor e a forma de pagamento antes de agendar, para não ter surpresas;
- em muitos escritórios, se você contratar o advogado para atuar no caso, o valor da consulta pode ser abatido dos honorários — pergunte se essa é a prática.
A consulta com advogado pode ser online?
Sim. A consulta jurídica online — por videochamada ou WhatsApp — tem a mesma validade e o mesmo sigilo da consulta presencial. Documentos podem ser enviados digitalmente e, se houver contratação, a procuração pode ser assinada de forma eletrônica.
O formato online é especialmente útil para quem mora em outra cidade, tem rotina apertada ou precisa de orientação rápida. Como a maior parte dos processos judiciais brasileiros já tramita em meio eletrônico, o advogado pode atuar em casos de todo o país.
Como se preparar para a consulta com advogado?
Quanto mais organizada a informação, mais a consulta rende. Antes do atendimento:
- reúna os documentos ligados ao caso: contratos, comprovantes, notificações, e-mails, conversas de WhatsApp, boletins de ocorrência, extratos;
- monte uma linha do tempo simples: o que aconteceu, quando e com quem;
- anote números de processo ou protocolo, se existirem;
- liste suas perguntas para não esquecer nada durante a conversa;
- defina seu objetivo: o que você gostaria que acontecesse ao final?
Não se preocupe em “filtrar” o que contar: a avaliação correta depende de o advogado conhecer os fatos por inteiro — inclusive os desfavoráveis.
Tudo o que eu contar na consulta fica em sigilo?
Sim. O sigilo profissional é um dever do advogado e uma garantia sua, previstos no Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994) e no Código de Ética e Disciplina da OAB. A confidencialidade vale mesmo que você decida não contratar o advogado depois da consulta.
Consulta é o mesmo que contratar o advogado?
Não. A consulta é a etapa de diagnóstico: você paga pela análise e pela orientação, sem qualquer compromisso de seguir adiante. A contratação para atuar no caso (negociar, notificar, defender ou mover um processo) é um segundo momento, formalizado por contrato de honorários e procuração — sempre com valores e escopo definidos por escrito.